Beja: Homicida da namorada, em Faro, apanha cinco anos e meio de prisão, por violação.

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Coletivo de Juízes do Tribunal de Beja condenou Miguel Ângelo do Ó Silva, pelo crime de violação de Regina Nunes, a cinco e seis meses de prisão. Julgamento rodeado de fortes medidas de segurança. Vai ser julgado em Faro pelo homicídio da jovem.

Cinco anos e seis meses de prisão, foi a pena aplicada ontem, a Miguel Ângelo do Ó Silva, 36 anos, pela violação da namorada, Regina Nunes, 21 anos, que viria a matar por estrangulamento na tarde de 28 de setembro de 2016, num apartamento em Faro.

A leitura do acórdão, que decorreu no Tribunal de Beja, foi rodeado por fortes medidas de segurança, com os guardas prisionais a vestirem coletes à prova de bala e munidos de shotguns, além do reforça de agentes da Esquadra de Intervenção da PSP. Quando o arguido foi retirado do carro celular ouviu-se uma voz gritar bem alto: “violador, assassino. Sou eu a mãe da Marisa que te está a gritar. Olha para mim bandido”.

Em prisão preventiva na cadeia de Faro, pelo presumível homicídio da namorada, na leitura do acórdão, Miguel Silva ouviu Vítor Rendeiro, o presidente do Coletivo de Juízes, condena-lo com base nas suas declarações em sede de inquérito, porque o arguido manteve em silêncio, considerando como provados os factos da acusação, em que tinha “atraído a então ex-namorada a sua casa, com a intenção de reatarem a relação, onde a violou. Além da penetração vaginal, há também a descrição de a ter obrigado a manter sexo oral”.

Com o acordo do Procurador do Ministério Público (MP) e da advogada de defesa, o magistrado dispensou a leitura daqueles factos, dada a presença de familiares, nomeadamente da mãe da jovem, entretanto assassinada.

Vítor Rendeiro destacou a “a crueldade e frieza”, com o arguido atuou, dizendo a finalizar que “tudo o que se passou depois disto (homicídio em Faro) não devo comentar”, rematou.

Miguel Ângelo do Ó Silva, regressou ao Estabelecimento Prisional de Faro, onde vai aguardar o julgamento do homicídio de Regina Nunes, cuja acusação sabe o Lidador Notícias (LN,) ainda não está concluída, já que o devolveu o processo à Diretoria de Faro da PJ, para clarificar alguns aspetos do inquérito e só depois deduzir acusação.

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