Comunidade portuguesa em ilha no oeste do Canadá luta por manter tradições

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19936A comunidade portuguesa de Prince Rupert, uma ilha no oeste do Canadá, luta por manter as tradições, apesar de estar fora dos grandes centros urbanos.

“Costumamos participar no desfile do Dia da Cidade, onde promovemos as tradições portuguesas. Percorremos a cidade a cantar e a dançar, onde mostramos a nossa cultura”, disse à agência Lusa Joe Veríssimo, de 51 anos.

Natural de São Miguel, Joe Veríssimo foi um dos fundadores do Clube Luso Português de Prince Rupert, em 1 de maio de 2005, para “juntar mais a comunidade” e “unir ainda mais os portugueses”.

Desde então, a associação tem participado nas comemorações do dia da cidade, tendo conquistado vários galardões locais.

“São já dez anos seguidos, e já vencemos por duas vezes a parada com um carro alegórico. Percorremos a cidade a cantar e dançar, a mostrar todas as nossas tradições portuguesas a todos”, sublinhou Joe Veríssimo, no Canadá há 42 anos.

Foi no início da década de 50 que os portugueses chegaram a Prince Rupert, uma pequena cidade portuária com 12 mil habitantes, localizada na ilha de Kaien, no noroeste da Colúmbia Britânica, apenas a 55 km do sul do Alasca (Estados Unidos).

“A comunidade portuguesa em Prince Rupert é reduzida, a localidade é muito pequena, com apenas 12 mil habitantes” mas “é raro o dia em que não vejo um português. Somos muito respeitados na cidade”, enalteceu Joe Veríssimo.

Mais de metade da população é de origem índigena mas as comunidades italiana, chinesa e vietnamita têm uma forte expressão. Existem cerca de 160 portugueses e lusodescendentes em Prince Rupert.

Uma das dificuldades da comunidade portuguesa é o acesso ao “mercado da saudade”, apesar de uma mercearia, propriedade de um empresário lusodescendente, comercializar esporadicamente produtos como o ‘bacalhau, azeite e sardinhas”.

O mercado mais próximo de Prince Rupert, com acesso a produtos portugueses, fica localizado em Vancouver, a mais de mil quilómetros de distancia, a 17 horas de automóvel ou a duas horas de avião.

A principal económica em Prince Rupert é a industria relacionada com o carregamento marítimo de cereais e carvão para exportação, visto o seu potencial enquanto cidade portuária, naquele que é considerado o porto natural mais profundo na América do Norte.

Fonte: Açoriano Oriental

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