Em Águeda, aprende-se desde bem cedo a colocar as “Emoções em Acção”

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Alegria. Haverá forma melhor de iniciar um texto? Avisamos logo ao que vimos, nestas linhas em que se pretende colocar em acção uma salada de emoções, servida com a experiência de quem trabalhou durante todo o ano sem medo de adicionar ingredientes à receita. Haverá o doce da alegria, mas também outros ingredientes que, por mais amargos que possam ser, calham invariavelmente na colher de quem colhe os primeiros ensinamentos numa escola. Neste caso, falamos de mais de meio milhar de alunos do 1.º Ciclo do Agrupamento de Escolas de Águeda e do Agrupamento de Escolas de Águeda Sul, onde foi colocada em prática a “Emoção em acção”, um projecto educativo dinamizado por uma equipa multidisciplinar da Associação Psientífica, “com o intuito de promover e desenvolver competências sócio-emocionais nos seus alunos”. Mas se qualquer um gosta de saborear a alegria, há emoções que não são tão apreciadas. A tristeza, a aversão, o medo e a raiva, por exemplo. Mas para as crianças que tiveram “Emoção em acção” como Actividade de Enriquecimento Curricular (AEC), a aprendizagem que tiveram ao longo do ano ensinou-as a não torcer o nariz a qualquer emoção. Porque passaram a conhecê-las. “Nós acreditamos que se elas identificarem as suas emoções, mais facilmente conseguem controlar o comportamento. Isso consegue-se através da consciência emocional e da percepção de como os seus comportamentos são recebidos pelo outro”, explica Rosália Coelho, psicóloga com especialização em Psicologia da Educação, e uma das coordenadoras do projecto educativo, apontando que aquela percepção, obtida precocemente, ajuda a construir a “noção de empatia e a crescer respeitando o outro”.

Fonte:Diário de Aveiro

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