“Em momento algum, um estudante da CESPU, sob a égide da Praxe, seria exposto a uma situação de perigo”

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SONY DSCNuma semana em que a morte de seis estudantes da Universidade Lusófona na praia do Meco voltou a estar no centro da agenda mediática, fomos falar com o Dux da CESPU, a instituição de ensino superior situada em Gandra, Paredes.

E, ao VERDADEIRO OLHAR, Nuno Sá defende a Praxe como uma forma de integrar quem chega a Gandra pela primeira vez e também como uma forma de transmitir conhecimentos e tradições aos mais novos.
O Dux da CESPU não sabe se o que aconteceu no Meco foi uma Praxe, mas também garante que em Gandra nenhum aluno é colocado em situações de perigo e que todas as saídas do campus com caloiros são previamente divulgadas à direcção da Universidade.
Nuno Sá realça ainda que nunca um aluno da CESPU se queixou de ter sido maltratado durante a Praxe e que as actividades previstas para este ano lectivo continuaram a realizar-se após a morte dos seis estudantes.

A CESPU é uma Universidade onde a tradição académica tem um grande peso?

Sim. A CESPU encontra-se deslocada das demais instituições de ensino superior do Porto o que, em vez de causar um afastamento das tradições académicas, leva antes a que as tradições dos estudantes sejam tidas como importantes e necessárias ao longo do percurso académico de um aluno da CESPU. As tradições académicas permitem que, apesar dos quilómetros que nos separam, os estudantes da CESPU se sintam verdadeiros estudantes da Academia do Porto.
Além do mais, a tradição académica permite todo um leque de actividades que, de outra forma, não seriam possíveis ou realizáveis.

De que forma é concretizada a Praxe em Gandra?

A Praxe concretiza-se diariamente em Gandra. Passa por actos tão simples como apoiar os novos alunos na sua entrada no “mundo” do ensino superior ou como oferecer-lhes uma “boleia” quando perdem o autocarro, até actos maiores como as visitas que efectuamos à cidade de Paredes, à Casa do Gaiato ou a actividades como o Acampamento do Caloiro.

Qual o objectivo da praxe na CESPU?

A Praxe em Ciências da Saúde tem como objectivo máximo a integração do novo aluno (vulgo “caloiro”) no ensino superior, atingindo-se aquele objectivo através da partilha e transmissão de conhecimentos, tradições, valores e princípios pelos mais velhos aos mais novos.

Era possível acontecer com alunos da CESPU o que aconteceu na praia do Meco?

 Não sabendo o que aconteceu no Meco, não posso responder a essa questão. No entanto, posso afirmar que, em momento algum, um estudante da CESPU, sob a égide da Praxe, seria exposto a uma situação de perigo, pondo em causa a sua integridade física.

Na sua opinião, o que aconteceu na praia do Meco foi uma praxe?

Não existem dados nem factos suficientes para que possa emitir esse tipo de juízos.

Em Gandra, a praxe cinge-se ao perímetro do campus universitário ou também poderá acontecer em locais mais longínquos e previamente marcados?

Como já referi, existem eventos praxísticos que acontecem fora do campus universitário (volto a referir a visita a Paredes, à Casa do Gaiato ou o Acampamento do Caloiro como exemplos).
Também é do conhecimento geral que, estando integrada na Academia do Porto, a Praxe da CESPU está presente em todos os eventos desta Academia (como, por exemplo, o Cortejo Académico). Contudo, sempre que há uma saída dos alunos, por motivos relacionados com a Praxe, esta é previamente informada, explicada e acautelada perante os órgãos da Direcção da CESPU e, quando necessário, perante os pais dos alunos mais novos.

Fonte: Verdadeiro Olhar

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