Pedras atingem moradia

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2_261118No Beco do Galeão, n.º 38, em São Roque, a madrugada foi de sobressalto.
Uma família – mãe e três filhos, dois deles com necessidades especiais – teve de abandonar o domicílio em consequência do deslizamento de pedras, que se abateram sobre a residência. Aconteceu por volta da meia-noite. Algumas das pedras acabaram por furar a telha e a laje, atingindo parte de uma cama. «Felizmente sem consequências pessoais, porque os dois filhos que ali dormem estavam noutro lado da casa», disse Gertrudes de Freitas, de 59 anos, referindo que a sua maior alegria era passar o Natal em casa e em segurança.
Os Bombeiros Municipais do Funchal, assim como a PSP, estiveram no local e, numa primeira intervenção, tiveram de escorar, com ferros no interior do imóvel, a zona mais afectada pelas pedras. Quanto às pessoas que a habitam, foram realojadas. Mãe e dois filhos foram encaminhados para uma residencial do Funchal, enquanto que um terceiro preferiu dormir nas proximidades, durante essa noite. O presidente da Junta de Freguesia de São Roque, Pedro Gomes, que se inteirou da situação logo pela manhã, refere que o caso está a ser acompanhado pela Câmara Municipal do Funchal, Instituto de Habitação do Funchal e Segurança Social. Este autarca explica que as pessoas vão continuar a ficar realojadas, numa residencial do Funchal, enquanto decorre a elaboração de relatórios, por parte de técnicos, com vista à avaliação da segurança da escarpa a montante da residência, assim como das casas vizinhas. Pedro Gomes explica que a Junta de Freguesia, em consonância com as referidas instituições, estão a fazer tudo para resolver a situação. Esclarece que os resultados de uma análise técnica esclarecedora sobre as condições de segurança daquela zona pode passar por um realojamento temporário noutro local daquela família, até que as obras de limpeza da escarpa estejam concluídas. Pedro Gomes sustenta que existe muita pedra solta naquela encosta, algumas delas de grandes dimensões, que estão presas pelos pinheiros queimados nos últimos incêndios e que, associado às chuvas que têm caído nos últimos dias, a qualquer momento, podem deslizar.

 

Fonte: Jornal da Madeira

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