Seminário “Potenciar Sinergias na Atividade Pecuária” em Santarém

0
4

A câmara Municipal de Santarém em parceria com os Municípios de Rio Maior, Cartaxo e Azambuja – quatro municípios da Bacia Hidrográfica do Rio Maior – organizaram o Seminário “Potenciar sinergias na atividade pecuária”, que teve lugar no dia 7 de março, no auditório da Escola Superior de Gestão e Tecnologias, no Instituto Politécnico de Santarém.

Sobre o tema “Potenciar sinergias na atividade pecuária”, o seminário foi muito participado, graças às intervenções de ativistas de movimentos ecologistas dos quatro concelhos banhados pelo rio Maior – Rio Maior, Santarém, Cartaxo e Azambuja.

A abertura do seminário contou com a presença de Ricardo Gonçalves, presidente da Câmara Municipal de Santarém, Inês Barroso, vereadora com o pelouro da Proteção Ambiental, Carlos Frazão Correia, vice-presidente da Câmara Municipal de Rio Maior, Silvino Lúcio, vice-presidente da Câmara Municipal da Azambuja e Sónia Serra, vereadora da Câmara Municipal do Cartaxo.

Os quatro municípios estão a unir esforços e meios neste projeto para fazer face aos graves problemas de poluição dos recursos hídricos e degradação da qualidade de vida da população, com origem na atividade pecuária. O projeto Intermunicipal integra ainda os parceiros estratégicos, como o Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária (INIAV) e Federação Portuguesa de Associações de Suinicultores (FPAS), os serviços do Ministérios do Ambiente e da Agricultura.

O presidente da Câmara Municipal de Santarém referiu que em 2014 surgiu a 1ª reunião entre os 4 municípios – Santarém, Rio Maior, Cartaxo e Azambuja – acerca do Projeto Intermunicipal para a Sustentabilidade da Atividade Pecuária, relacionado com a poluição que existe em rio Maior, “começou a trabalhar-se para que pudéssemos, de alguma forma, levar a um crescimento sustentável na atividade pecuária nestes 4 concelhos sem colocar em causa a biodiversidade, todas as questões ambientais que hoje dizem tanto e que são imprescindíveis no futuro a gerações vindouras.

Ricardo Gonçalves referiu que se pretende criar uma relação de simbiose entre a atividade pecuária e a sustentabilidade ambiental.

A vereadora da autarquia scalabitana, com o pelouro da Proteção Ambiental, Inês Barroso, apresentou o Projeto Intermunicipal para a Sustentabilidade da Atividade Pecuária (PISAP).

Entretanto, Joaquim Marcelino, morador na Marmeleira, denunciou a existência de uma vala cheia de dejetos de pecuárias em Alforzemel, freguesia de Almoster. António Costa, do movimento Ar Puro de Rio Maior, referiu a existência de uma estação coletiva de tratamento de efluentes de suiniculturas em Alcobertas, equipamento que lamentavelmente se encontra inativo.

“É agora a oportunidade para as pecuárias resolverem alguns problemas e para isso, há candidaturas abertas e estamos disponíveis para ajudar”, afirmou a vereadora do ambiente da Câmara de Santarém.

Referiu que o objetivo do (PISAP) é criar uma rede de parcerias com os atores relevantes, de forma a encontrar soluções que garantam a viabilidade da atividade económica, de peso na região do Ribatejo, associada a reduzidos impactes a nível do bem-estar das populações e da qualidade ambiental dos territórios. O trabalho de discussão promovido, permite concluir que é necessário além do quadro legal em vigor, agilizar os processos, exigindo por isso uma articulação das entidades com competência na matéria para alavancar a urgente mudança cultural, que garanta um quadro de competitividade com responsabilidade social e ambiental dos produtores pecuários.

No encontro, moderado por Olga Moreira, do Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária, foram também debatidos temas como “Normas Regulamentares da Gestão Sustentável de Efluentes Pecuários” por Patrícia Moreira da Fonseca, Carla Dias e Pedro Borges da Direção Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural (DGADR), “Insetos como uma solução na atividade pecuária – Uma resposta a dois desafios” por Daniel Murta, investigador CIISA-FMV e “Financiamento disponível para o setor pecuário – DLBC” por Maria João Botelho da Associação para a Promoção do Desenvolvimento Rural do Ribatejo (APRODER).

“Trata-se de um investimento de grande escala, para o qual existem agora fundos disponíveis, por isso devemos caminhar mais depressa para uma solução, pois não sabemos se haverá novo quadro comunitário de apoio no futuro”, disse a arquiteta Maria João Botelho, ex-diretora do Parque Natural e agora dirigente da Aproder. “Cabe às Câmaras Municipais, através dos planos diretores municipais, encontrar as localizações mais adequadas para que esta atividade económica possa continuar com os menores impactos para o ambiente”, defendeu a antiga diretora do PNSAC.

Estiveram também presentes no Seminário várias entidades públicas e autarcas dos Concelhos, bem como 3 movimentos ambientalistas – Movimento cívico Ar Puro, de Rio Maior, Movimento Coração da Cidade, de Santarém, e o Movimento Ecologista do Vale de Santarém.

Fonte: O Ribatejo

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here

Coloque o seguinte código de segurança * Time limit exceeded. Please complete the captcha once again.